8 As Antas da Galiza

   

 

 

 

As pedras da Galiza, o maciço galaico.

 

 As druidas e os druidas celtas da Galiza usavam as pedras, lajes, petoutos, cregues da mar, barcos ( -cos , -go , lajes que se movem, as pedras de abalar ), arcas ( dolmes, os chamados casa de mouros e também arcas, construídos por doutros povos ) e menhirs (chamados antas e pedrafitas ) , ...as aguas, .... para as cerimonias do culto druida. As pedras sacras dos celtas galegos, das que tanto ha na Galiza, eram objecto de culto e ainda são. Eram as aras , o altar, das praticas adivinhadoras dos celtas.

Mais de dois mil anos mais tarde as tradições céltigas da Galiza são ainda muito vivas e as mais puras dos sete países celtas ( Eire, Galiza, Breizh, Kernow, Cymru, Mannin e Alba ).

 Apanhe um canto, um xeiço na Galiza, um cacho de pedra galaica, que você tem agora nas suas mãos. Esse canto é uma parte da historia da Galiza escrita em pedra, esta pedra galega é um cacho da Galiza, do macizo galaico ca isolar da Espanha o que permitiu conservar as tradições celtas galegas deica hoje.

 Este canto da Galiza leva por dentro os encantamentos e a magia dos druidas céltigos, as bons feitiços das meigas galegas e as mais puras, não esquecidas, tradições céltigas.

 

 

As Antas da Galiza

 

As Antas e Antes são os oficiais do culto druida dos Celtas da Galiza para as praticas de adivinhação. Os Celtas não têm templos, eles usam a Natureza, eles fazem o culto druida nas fragas, nas branhas, nas fontes, nos montes, nos rios, perto da mar,...eles usam as pedras como aras. Hoje na linguagem moderna galega o termo Antas usar-se para referir as essas pedras sacras que os druidas utilizar para as cerimonias.

 

Que quer dizer Antas ?

 Antas (-es), como os oficiais do culto Céltigo druida.

Antas e Antes são verbas da velha língua Goidélica da Galiza, do Galaico. Ant = "oficiais" e anted = "to fit" têm o mesmo sentido ainda hoje na língua Gaélica da Eire ( Irlanda ) e faz referência as pessoas que são capaz e escolheitas para realizar as cerimonias druidas e podem servir de intermediários para interpretar os desejos dos deuses.

Na Galiza Ant's são os interpretes dos deuses, são designados, consagrados, a um deus céltigo particular : Briga, Lugo, Bel, Cerne, ... E como a historia nos conta as Antas são somente as pessoas capaz de ler os desejos dos deuses, fazer as praticas adivinhadoras e ler o futuro nas entranhas das aves.

A mais velha referência ao culto druida céltigo na Galiza vêm do escritor latino do primeiro século Silio Italico, quem na sua De bello punico , diz :

 Fibrarum et pennae divinarumque sagacem Flamarum, misit dives Gallaecia pubem ...

e da uma descrição completa das praticas adivinhadoras dos Celtas galegos. Como os druidas usam as entranhas das aves e outros animais para ler os desejos dos deuses e predizer o futuro. Estas praticas eram o meio de comunicação cos deuses e deusas.

A verba do Galaico Antas ( ou Antes ) é ainda hoje utilizada na língua galega moderna, o Galego.

 Galego é o nome que os galegos dão-lhe a sua língua, a que é em realidade chamada hoje no mundo inteiro Português, é uma variante, ainda que com menos marcadas diferencias que por exemplo entre o Inglês-Americano e o Inglês da Inglaterra, e por isso é melhor conhecida pelo nome galego-português .

 

Mais de dois mil anos mais tarde o termo Antas têm uma significação muito em comum ca significação original do Galaico. Os linguistas crêem que o Galaico foi falado por derradeira vez no século XVII.

As Ant-es -os que são oficiais - são considerados como uma categoria de druidas. Eles correspondem ao termo latinizado -Vates- como Julio Cessar o reportou na Guerra das Galias . O termo Vat- ( Vates - Antes- Antas ) vêm também do indo-europeu que quer dizer inspiração, *insufler* , e isto é exactamente o que os druidas oficiais do culto faziam para as praticas de adivinhação na sua comunicação cos deuses Céltigos.

Na língua galega de hoje o termo Antas o usar com, pelo menos, três significados. Nambergantes todos têm correlações co significado original. Estas diferentes particularidades dependem da zona da Galiza e não são constantes. Mas em geral o termo faz alusão as pedras, as velhas pedras do culto druida, as mesas do sacrifícios, essas aras que se acham por toda Galiza, perto da mar, nas fragas, ... ou pedras sozinhas. No Sul da actual Galiza como também na Galiza meridional, o Norte de Portugal, o termo Antas faz referência as pedras sacras dos sacrifícios no culto druida .

As primeiras proibições do culta druida na Galiza são no tempo do, por chamar duma maneira que vai-se a ver mais claro mais adiante, do druida-abade-frade-bispo o galego, o gram Princiliano, ala no século IV. A chamada heresia prisciliana foi o resultado da negação da incorporação pela Igreja Cristã das formas e tradições do culto druida da Galiza, como o galego Priscilianinho o proponha. O culto druida na Galiza tinha umas raízes muito fundas na alma dos galegos e levou muitos anos, séculos para que os galegos as esqueceram. Em realidade jamais as esqueceram ... só foi ... um cambio de nome. Isto foi o primeiro ensaio para acomodar a população galega, os camponeses, muito fundos na religião, na Igreja Cristã. Isto custou-lhe a viva ao gram Princiliano. Ele só tratava de reconciliar as crenças e praticas dos Celtas galegos a nova religião Cristã que começa a impor-se.

A principal ideia de Princiliano foi a transposição do mito céltiga e das crenças céltigas ao muito similar mito crista. O conceito de trindade, ao centro das ideias de Princiliano, é também um conceito druida. Os deuses Céltigos vêm em três : três propriedades, três nomes, ... mas eles são uma só pessoa, a mesma pessoa, ... e esta é a interpretação do celta galego Princiliano da trindade cristã, a mesma que a interpretação céltiga, ele diz quem Deus, o deus cristã, ha uma só pessoa, não três.

Mas uma das referências a doutrina céltiga druida que Princiliano queria incorporar a doutrina cristã , é importante de notar as suas ideias no referente as Antas galegas, as mulheres oficiais do culto druida.

O respeito a Natureza se acha na tradição e doutrina druida. Isto foi incorporado na doutrina priscilianista cristã, como também era a intenção co culto e os ritos da fertilidade tão m interpretados pelos crista. Em particular a celebração da missa na Natureza, nos campos , nas fragas, ... as pedras como aras, ... e como oficiais do culto, como cregos, homens e também as mulheres, como na religião druida elas, as Antas, fizerem por séculos. A celebração da missa pelas mulheres é ainda hoje uma proibição anacrónica, e tão incompreensível como fora no tempo de Princiliano para os Celtas galegos. Ainda depois da morte de Princiliano, o primeiro mártir galego, assassinado pelas ideias vidas da tradição que não se acordavam cas vidas dos povos mediterrâneos, a suas doutrinas foram parte das crenças dos cristãs galegos, por séculos, pelo facto que a doutrina cristã prisciliana não cambiava as costumes céltigas galegas. Mas ainda hoje essas crenças e tradições não desaparecerem, em muitos casos só é um cambio cosmético, um simples cambio de nome.

Princiliano vive na metade do século IV e séculos mais tarde a Igreja cristã ainda segue proibindo as praticas céltigas introduzidas por ele. Os galegos introduzem muitas das tradições céltigas na religião cristã : as praticas de magia, as cantigas céltigas dos tempos druidas ,... São Martinho de Braga no século VI os chama :

... as cantigas do demo ...

 

Assim dois séculos mais tarde a Igreja cristã segue ca condena das praticas céltigas dos galegos. No sínodo de Braga, na metade do século VI - em 561- os bispos fazem uma condenação muito explicita, com claras referências ao culto druida, ca condenação das praticas das cantigas céltigas paganas nas igrejas :

 

Item placuit ut extra psalmos vel canonicarum

scripturarum novi et veteris testamenti,

nihil poetice compositum in Ecclesia psalatur,

sicut et sancti praecipiunt canones.

 

E mais tarde se repete no sínodo de Lugo - em 571- :

Non opostet psalmos compositus et vulgares in ecclesia dicere. ...

São Martinho de Dume faz uma descrição muito clara das praticas céltigas druidas dos galegos no seu livro - em 572- De Correctione Rusticorum ( Corrigir as praticas dos camponeses ), onde condena as superstições, as cantigas magicas e diabólicas ... dos Celtas galegos.

 

Não fazer o culto as pedras, não alumiar as candeas aos petoutos, não rezar as fontes, ...a igreja cristã faz a proibição explicita sobor tudo o culto druida tradicional dos galegos. 

Também o santo galego São Valerio no seu livro Ordo Quareimonia faz uma explicita condenação ...das cantigas céltigas paganas.

 ... poesias perversas e cantigas nefandas ...

 

Nambergantes uma importante campanha pela Igreja para introduzir as praticas cristãs próprias do mundo mediterrâneo aos Celtas galegos, levou-lhe séculos para que os galegos deixem de rezar aos deuses céltigos, em realidade jamais deixaram. A só maneira foi de cambiar os nomes dos deuses céltigos por santos e santas cristãs,... nas fontes, nas fragas, nos montes, nas pedrafitas , ... foram colocados, santos, virgens, e cruzes, ... a religião druida, os galegos não podia esquecer, a só solução, havia que cambiar os nomes.... e isso fisseram.

As culturas céltigas, ainda que separadas no espaço e no tempo, no tempo produzem, faça aos mesmos problemas, as mesmas soluções. Não ha mais que pensar , por exemplo, aos cruzeiros galegos, aos -calvaires- bretons e as cruzes irlandesas. Não são outra coisa que o resultados da cristianização dos símbolos céltigos da fertilidade. Na Galiza os símbolos da fertilidade não forem por completo cristianizados , nos cabeiros galegos se acha, quase sem excepção, junto ca cruz crista num extremo do telhado do caveio o símbolo da fertilidade da gram deusa dos galegos, a deusa Briga, o -falus-.

 

Os rituais céltigos dos galegos ficam muito fundo na sua alma céltiga. Muitas das festas galegas, senão todas, são em eidos que foram no seu tempo eidos do culto druida. Os nomes foram cambiados, ninguém lembra a Briga, Bel, ... no seu lugar hoje se acham nomes como São Andres de Teixido, São Benitinho de Serans , Santa Ana de Ribaterme , ... Galiza esta cheia de fontes, montes, pedras, pedrfitas (menhirs), ... cristianizados. Hoje ali se acham, estatuas de Santos, capelas, cruzes, cruzeiros, ... assim os galegos jamais deixarem de por candeas, ... lume .... nos mesmos eidos do culto druida, nos sacros eidos dos Celtas.

 

 

A funda religiosidade dos galegos.

 

Galiza conservou nos nomes goidélicos céltigos dos seus eidos muitas informações sobor o culto druida.

O mais curioso é que os nomes dos eidos da Galiza são pouco evoluídos mais de dois mil anos mais tarde, pouco são modificados, e os mais guardam a forma original fonética da língua céltiga da Galiza, do Galaico. Muita da historia dos devanceiros Celtas dos galegos pode deduzir da informação que achar nos nomes galegos. Uns poucos exemplos ca translação direita do goidelico :

 

Onde os termos Goidélicos são : MOR = gram , GAD = GADA = bom deus , ANn = morto , MIL = guerreiro , TAM = tain = lume , BRI = monte . Ha que notar que BRE é no Celta brittonico a verba de monte, e que a Galiza foi povoada de muito sedo e cheia de Celtas Goidélicos já no século VI a. J.C. , ainda que já havia também uma pequena povoação céltiga britônica naqueles tempos como o castro de Britarias testemunha, também ha que lembrar que houve uma invasão céltiga britônica muito importante nos séculos V e VI d. J.C., os mesmos Celtas que povoar Breizh - Bretanha- ; QUINT = eido ; SIL = GIL = XIL = sábio ; DA = deus , divindade ; BEL = o deus céltigo Bel ; BRIG.A = a gram deusa Brig ; -OS = oes = filhos de ; O termo LAN = escuma da mar , que ainda é presente no galego moderno; ÇA=ZA =fermoso ( aumentativo ).

 

Isso são uns poucos exemplos que mostram a profunda religiosidade dos povos céltigos. E é muito curioso ca pronuncia das verbas seja e mesma mais de dois mil anos mais tarde !!! Isto só se explica pelo feito que o povo galego de ontem e de hoje são os mesmos. A povoação é a mesma, os nomes se conservarem. Uma das características quando uma povoação substitua a outra, o caso dos ingleses e franceses na América do Norte que substituem a povoação amerindiana, os nomes da toponímia trocam por uns novos na língua dos derradeiros chegados. Este fenómeno não só e comum mais bem explicável. Isto não passou na Galiza, os nomes da toponímia são bem goidélicos céltigos, a povoação galega é mesma povoação dos devanceiros. Os galegos de hoje são os descendentes dos primeiros moradores históricos da Galiza, dos Celtas.

 

Os nomes dos deuses e deusas céltigos se acham em todas partes na Galiza ( e também na Galiza histórica, partes de Asturies e Leão e a Galiza meridional, as duas províncias do Norte de Portugal, ao Norte do rio Douro. As referências aos deuses céltigos solares : Briga, Lugo, Bel, Cerne, ... são muito de abondo e o nome de muitos eidos dá-nos muitas informações sobor os atributos, características e propriedades.

Os deuses solares têm o trisquel como símbolo, símbolo do Sol. O magnifico Trisquel de Castromao no Sul da Galiza é o só Trisquel em todos os países Celtas que é um Trisquel em relieve.

 

Brigantia foi o nome da cidade hoje chamada A Corunha. Brigantia foi também o nome da ponta Norte da Galiza, como aparece nas derroteiros dos séculos IX e X , e foi também o nome da Galiza nos mapas anglo-saxãos diste tempo.

O nome da Corunha vêm do goidelico COR-YN = a ponta do estreito , e é uma descrição perfeita das características e posição geográficas.

 

Lugo foi uma fraga e um eido do culto maior ao deus Lugo e hoje é a cidade de Lugo no Norte-Leste da Galiza, como também é o nome das tribos Celtas galaicas que se achar no Norte-Leste da Galiza e que se estendiam deica a zona hoje no Sul de Asturies ( ali conhecidas co nome de Lugones ... nome composto -Lug- o deus galaico Lugo, e a raiz -ones-, esta derradeira verba não é céltiga, o que se explica por estar na fronteira dos iberos, hoje em Asturies, fora da actual Galiza ). E nomes como Lubre , -lug-bre- , - o monte do deus Lugo-, onde se faziam as cerimonias para o deus Lugo.; Lugueiros, - o eido do deus Lugo- , ...

Os romanos ca sua linguagem latina escrevem - lucus - na sua fonética, já que não conhecem a língua céltiga goidélica, o galaico, da Galiza. A tradição fonética galega nos transmitiu muito bem o nome fonético do deus Lugo, que fora tam importante na sua cultura ... e muito difícil de esquecer. O termo latino jamais foi considerado pelo povo galego, este só foi usado nos escritos dos romanos eles mesmos, nos escritos em latim, e jamais foi usado pelos galegos, que continuaram deica hoje ca mesma pronuncia. A interpretação dos romanos é adiantada pelos historiadores espanhóis e espanholeiros, deixando de lado a importante tradição galega.

 

Centos de referências ao deus Bel , em particular no Sul da Galiza onde as festas a Bel são ainda muito vivas, ainda que o nome é da festa são hoje trocados, são hoje diferentes, nas cidades de Ponte-Vedra, Redondela, Teis, Braga ... nomes como :

e muitos , muitos mais que na língua Galaica falam sobor os atributos do deus Bel : Bel.ei.com , Bel.ade, Bel.esar, Bel.em, Bel.ir, ...

Onde -OIg = moço , OTA = OTE = longe, distante, en gaelico e goidelico, como também de seguro no galaico a julgar pelo galego moderno.

 

Assim que muitas outras referências sobor o deus dos animais e dos mortos, o deus Cerne .

 e outras características do deus Cerne : Cerv.am , Cern.e.go, Cerv.ela , Cerv.anh.a , ...

 

Ha muitas, centos doutras referências a deuses céltigos locais, eles ficam escritos para sempre na toponímia galega. Esses nomes nos falam da extensão e da importância para os Galegos da religião druida, da funda religiosidade do povo Celta, como hoje poder dizer também e certo pela religião cristã.

O panteom da Galiza, dos deuses Celtas, é o mesmo que o de Eire ( Irlanda).

O que coincide ca tradição que testemunha quistos dois povos, Galiza e Eire são dois povos irmãos.

 

O que é importante de observar e que cadaquem dos deuses e deusas céltigas tinham um eido especial, onde eram venerados e onde se achar os oficiais do culto, que lhe estavam consagrados. Cada deus importante tinha os seus próprios druidas os seus Ant-es que dum certo jeito são os equivalentes das ordens religiosas de hoje. Os nomes galegos que nos lembram destas pessoas e do deus aos aqueles estavam consagrados estão muito bem conservados , nomes como :

o derradeiro é evoluído na forma : Lug.antes -- Lu.antes -- Lu.ances -- Lu.aces.

No extremo norte da antiga Galiza, se conserva o nome misturado, latino-celtigo, para o clam dos lug-ones, que foram antes da presença romana , os lugantes.

 

 

Que dizem os nomes galegos sobre os Druidas

 

Falam dum culto especializado para cada deus. E dizem mais sobor os oficiais do culto druida os - Ant-'s - da Galiza, em verbas que são conservadas por mais de dois mil anos :

Onde BEM = BAN = BEAN = mulher ; BAR = serra, cumes ; CUR = cor = pico, ponta ; CE = cee = cabeça ; EL.LA = el.lan = ilha . Ha que notar que ANT.e.LA pode também ser evoluído de LAA = dia , neste caso quer dizer - o dia dos druidas -, ainda que pelo que se conhece dos druidas por outras fontes, a sua habitue de viver em eidos ailhados, muito possível que têm o primeiro significado, e que na lagoa de Antela havia uma ilha onde os druidas moravam ; SEN = velho ; çA = ZA = formosa ( augmentativo ) ;, As Anzas, - as mulheres druidas formosas- , evoluído de - ar ant.za.s - ; DOM = dun = castro .

 

Os nomes galegos dão-nos informação sobor a organização dos druidas na Galiza. Assim , saber-se que os druidas tinham especial eidos, cumes, ilhas, fragas, pontas, ... onde viver juntos como uma ordem religiosa, eles não se misturavam ca outra gente, tinham um modo de vida semelhante aos dos frades cristã. Bar.antes , Ant.ela , Cur.antes , ... nos falam distes eidos. Os druidas podem ser homens ou mulheres, como a verba Bem.antes nos diz. Estão consagrados e dedicados a um deus particular Brig.antes , Bel.ante, ...nos informam. Eles podem ter um rolo na sociedade , como pode ser guerreiro ,... lembrar o termo Ante.mil ... Os druidas estão bem organizados, têm normas e regras que seguir e actividades para aprender , já que tinham director da organização druida, o chefe da congregação druida : Ce.s.antes , ... .

Ha muitos , muitos outros nomes galegos que podem trair muita informação sobor as sociedades céltigas galegas, sobor o culto druida e a organização : Ser.antes , Our.antes, Espas.antes , ...

Os oficiais, os cregos como haveria que chama-los hoje, os druidas do culto tinham as cerimonias na Natureza, nas fragas, nas fontes, nos rios, nos montes, ...e eles usam essas pedras como aras para o culto. Essas pedras ha-nas por centos na Galiza as que podem ser reconhecidas como aras de sacrifícios. Muitas dessas pedras têm características particulares. Podem ser pedras planas, lajes ; podem ser dolmens (casas de mouros, arcas ) e menhirs ( pedrafitas, antas ), construções do povo nomado de da chegada dos Celtas a Galiza entre os séculos IX e VI a.C.; o podem ser pedras que se movem ( pedras de abalar , barcos ) ; petoutos ( volos, ... ) , ...

Ha muitas referências a estos diferentes tipos de pedras. Os termos Galaicos que sobreviver na língua galega hoje, em muitos casos co significado de mesa par os sacrifícios, são : AR.CA , AR.CO , BAR.CO , BAR.GO , ...

Onde AR= do ( genitivo ) ; BAR = serra ; -CA , -CO , -GO falam sem duvida do tipo de pedra, de costume -CA para os dolmens - As Arcas - e -GO ( e evoluído -CO ) para as pedras que se movem. Em todos os casos são consideradas como mesas, aras do sacrifícios do culto druida. E isto é o caso da Barca de pedra em Padrão.

 

 O termo Ant- (-as , -es ) têm no Galego moderno pelo menos três bem conhecidos significados, ainda que os três em relação com o significado original no Galaico.

Por Antas compreendesse umas pedras especiais onde a tradição lembra que o culto druida era ali : as pedras sacras, ou ainda motes sacros que muitos ha na Galiza. Es te significado como as aras do sacrifício esta muito lembrado no Sul da Galiza e na Galiza meridional , o Norte de Portugal, em particular em Tras os Montes.

As verdadeiras Antas , essas mulheres druidas das que ainda hoje se acham na Galiza as herdeiras, essas mulheres que ainda preparam o Cacho este misturasse de ervas , esta poção, que se usa para um reforço espiritual e protecção , que ainda podem-se ver em ocasiões fazer ritos nas aguas, ou bendizer hoje as aguas, nas fontes , nos rios,.... são ainda muito vivas na Galiza.

A palavra Ca-cho e uma verba da língua galega e que a provável etimologia faz referência a CA- , ao aras em pedra para as cerimonias. O Cacho é ainda usado hoje na festa de Bel, na festa de Bel transladada ao tempo do solstiço, ao dia de São Xoam , o dia antes das lumeeiras se prepara o Cacho, essa agua que só resende bem niste dia.

 

Assim quando se acham nomes como : Antes , Antas , Ar-Antei, Antas do Ulha, ... podem fazer referência aos druidas eles mesmos ou ao material para o culto a mesa em pedra, o aras céltigo.

O outro significado referindo ao material do culto, a pedra ela mesma, e reconhecido hoje em muitos eidos da Galiza. As Antas são essas pedras, muitas vezes pedrafitas que foram usados para o culto druida ou usados hoje como marcas de propriedades nos campos. Ainda que o abondo relativo destas pedras nos campos pode-se pensar foram usados pelos camponeses para os sacrifícios aos deuses por uma boa colheita, é o mais provável dum povo que leva a religião em cada uma das acções da vida de todos os dias. Os campos galegos estão cheios de Antas.

 

Assim este significado de Antas como as pedras para o culto, as aras, não é mais cuma extensão do significado original, o troco dos oficiais do culto pelas pedras, as aras, para o culto.

O outro significado na língua Galega de hoje é mais perto do significado original. Das muitos conjuros que se guardam na tradição galega, essas formulas eficazes dirão alguns para espalhar os ma espíritos e encantamentos, meigalho, ...há-nos que fazem referência as Antas como espíritos do ma. Um dos populares conjuros que vai com a Queimada diz :

...

Sapos e dianhos

Antas, bruxas e meigas

das minhas mancinheiras

...

aqui a palavra Antas é sinónima de bruxas, de espíritos dos campos, Meigas ( que vêm do goidélico Magh = veiga ). Assim este significado de Antas como espíritos do ma, como diz-nos foi imposto pela igreja cristã. O galego Princiliano, defensor das Antas, quis incorporadas ao culto cristã, e por isso lhe cortarem a cabeça na capital da Galia céltiga daquela, Trevaris.

Nambergantes as Antas galegas continuam hoje muito vivas nos campos galegos e esta vez vão durar já que são agora de pedra, as pedras dos sacrifícios druidas que levam hoje o seu nome, e estas são indestrutíveis.

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Galiza Celta , Fuco o'Soer , As Antas da Galiza

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